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Manifesto

Manifesto – O Clítoris da Razão

Porquê o feminismo? Dizem que o feminismo morreu, que já não há necessidade, que já podemos votar. Anunciar-se como feminista é muitas vezes ser recebidx com um revirar de olhos, como se todas as lutas já tivessem sido ganhas e já estivessemos a pedir demais. E no entanto, há sempre alguém prontx a reconhecer que não existe sequer um sinónimo masculino para o significado de puta. Que para um homem ser profissionalmente bem sucedido significa apenas isso, enquanto que para a mulher significa ser super-eficiente, boa mãe e rainha de beleza – e ser prontamente apontada quando não cumpre as expectativas. Que até há bem pouco tempo (só nos anos 80!) a ciência reconheceu a existência do único órgão dedicado exclusivamente ao prazer, que, circunstancialmente, é feminino. E é ainda hoje perfeitamente ignorado, preterido à vagina, que melhor serve as intenções utilitárias masculinas.

X Hipster-Clit desaprova.

Tomando como base de partida a sanidade questionável deste fato, um entre muitos, o Clítoris da Razão surge desse desejo de afirmação da mulher, não só na sua sexualidade, mas nos seus plenos direitos, que deveriam estar a par com os do homem. Queremos desconstruir pré-conceitos, identificar discursos e formar consciências com humor e ironia, fazendo da inclusividade o nosso estandarte. Queremos disseminar esta consciência a quem nos queira ouvir, de forma estimulante e participativa. Queremos sobretudo ser um espaço de referência do feminismo em Português, onde as várias associações e projetos encontrem representação, apoio e mesmo espaço para colaborações. Queremos tratar o feminismo por tu e fazê-lo crescer.

Apresentamos-vos assim o Clítoris da Razão, aka, o hipster clit, vosso criado, aqui para vos servir de notícias, opiniões, food for thought, risos e entretenimento livre de esterótipos. Aqui são livres para debater, abraçar causas, aprender, e encontrar afinidades. Queremos que tragam as amigas dos amigos dxs amigxs e que tornem esta causa numa celebração das conquistas diárias.

(E claro, que façam piadas sobre o clítoris. Andem lá, sabemos que estão a morrer, nós também as fazemos. Quando a palavra estiver tão banalizada como as que se dão ao falo masculino, teremos ganho. Por enquanto, continuaremos a clitorar bastante.)

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